Durante anos a fio sonhei que não tinha terminado o curso. Mas não era só necessário fazer as cadeiras que afirmavam que eu tinha em falta, o pior é que entretanto tinha havido uma remodelação que me obrigava a repetir exames que respeitavam precedências, porque todo um conjunto de novas disciplinas tinha sido acrescentado e não havia equivalências. Fora apanhada numa enorme teia burocrática e não conseguia provar nada, portanto deveria sujeitar-me às novas imposições curriculares. Na altura ainda não tinha lido Kafka. Hoje teria desistido do pesadelo e mudado imediatamente para decoração de interiores.
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