Olhei e vi-te
À minha frente te vi na multidão
Entre os trigos eu te vi
Vi-te debaixo de uma árvore
No término das viagens que fiz
No fim de todos os meus tormentos
Ao dobrar de todas as gargalhadas
Quando emergia do fogo ao sair da água
No inverno eu te vi no verão
Na minha casa eu vi-te
Eu te vi nos meus braços
Nos meus sonhos eu vi-te
Não vou mais deixar-te.
Paul Éluard / Ar Vivo
Últimos Poemas de Amor
Tradução Maria Gabriela Llansol
Relógio D'Água
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