- Então a velhota lá foi... -, comenta o dono do restaurante ao entrar no consultório, abrindo uma caixa de bombons para me oferecer um. - É verdade... -, confirmei evasiva, e, aceitando o chocolate, meti-o imediatamente na boca, degustando-o lentamente a fixar um ponto na parede, para evitar prosseguir a conversa.
- Parece que estava caída num barranco e que foram cães de caça que encontraram o corpo, mas da cadeira de rodas nem vestígio... Ora a mulher não andava -, continuou, enquanto eu aceitava logo outro bombom armadilhado, desembrulhando o chocolate e a intriga tão rápido quanto me foi possível.
- Estes bombons são deliciosos... a combinação do chocolate branco com o coco é perfeita, humm, muito obrigada mas agora não posso aceitar mais, senão já não consigo... - ia continuar a desviar o assunto, mas ele interrompeu-me para rematar, fechando a caixa:
- Agora só falta descobrir onde colocaram a cadeira à venda. - disse, de saída.
[Aparte: A ideia de a cadeira estar à venda pareceu-me cómica, porque na verdade eu vira uma cadeira muito parecida, voltada para o sol de certa tarde de Setembro. Estava vazia, é claro, e fazia parte da enorme tralha do pátio de uma loja de velharias. - Olha ali a cadeira da velhota! - dissera a brincar à minha amiga. O certo é que, passada a gargalhada inicial, ficámos a olhar uma para a outra, arrepiadas.]
(Continua)
(Continua)
Olá:- Visitando, lendo, e gostando muito das suas publicações. Domingo feliz
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* Férias com um cunhado, irmão da esposa e, .. . banho juntos, e o sexo acontece *
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Obrigada, Fábio.
EliminarNão me diga, que grande imbróglio.