C'est l'Afrique, c'est l'Afrique!, deixou escapar René ao entrar de rompante no consultório, fechando logo a porta como se fugisse de uma saraivada de chumbos de caçadeira. A música estava no auge e ainda o perseguiu, cosida com a baforada de calor. Entrincheirámo-nos numa sala ao abrigo do bombardeamento, para conseguirmos comunicar. Ele achou estranho que eu não reagisse, mas nessa altura, a meio do verão, já a guerra ia avançada, e foi quando comecei a sentir-me anestesiada por fortes dores de cabeça que me atordoavam como se andasse permanentemente com um capacete de tamanho inferior ao meu número. O som surround tinha começado quando Ruppert resolvera enfrentar Habanera de Cuba e o seu grupo, instalando colunas na esplanada para contrariar as preferências musicais da esquerda, que ele entendia estarem a prejudicar-lhe as tardes lounge no restaurante. Foi assim, por esta razão aparentemente banal, que começou a guerra dos cem dias. [Aparte: e assim se deu a debandada nas imediações, à excepção dos intervenientes no conflito e de mim, que passava por eles imune, espectral, envergando uma bata branca. Mas segundo contam as comadres, os domingos eram dias de trégua quando Habanera de Cuba decidia marcar mesa e convidar João Pequeno para almoçar, precisamente naquele restaurante.]
Grande romance...promete!
ResponderEliminar~CC~
Um folhetim barato... veremos!
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