Atalhos de Campo


26.4.18

a explicação dos posts

Alguém disse que nunca se explica um post. Um conselho na verdade bastante sensato. Abro excepções com a minha mãe. A ela explico tudo, mas há algumas vezes, confesso, em que me pergunta o que quis eu dizer com aquilo, e eu respondo-lhe que também não sei. E não sei muito bem, de facto. Os mais enigmáticos, de uma só frase ou palavra, geralmente fizeram-me rir sozinha, por vezes à gargalhada. Por exemplo, *evil lez, evil metal*, quer dizer: por volta das dez da noite, enquanto ouvia os concertos para piano nº 1&2 de Chopin, já com a lareira acesa e com a luz inspiradora das velas, peguei na revista onde estava a receita do Avillez, e, com ganas de experimentação, fui preparar o meu jantar. Usei os dois tachos sugeridos, mas quando chegou a vez da frigideira, e olhei sabiamente em volta, resolvi estufar a posta de peixe no tacho 2, onde já estavam os legumes, e poupar a frigideira a mais um frigir. Também passei o robot/varinha de cozinha para triturar o molho, que não triturei, e a vara para mexer. Já não tive foi paciência (nem tacho) para fazer o arroz, de modo que acompanhei o delicioso peixe com uma salada. Um destes dias repetirei a receita adaptada. Acredito que uma abreviatura pode ser muito mais saborosa do que uma assinatura.