Atalhos de Campo


22.7.17

the goats man

A nossa representação foi perfeita. Eu tentei não deixar transparecer ansiedade, ele foi directo ao assunto, venho buscar um cachorro que uns ingleses deixaram aqui, quanto devo. Suponho que ensaiou bem a fala, a atitude, a postura. Eu improvisei o quanto pude. No final ganhámos os dois: ele viu-se livre da cachorra de dois meses, que deixara cheia de carraças ao abandono, até ser atropelada; eu, que entretanto me afeiçoara, disse-lhe com um baque no coração, mas quer o cachorro porquê, se estava tão maltratado... não quer dá-lo, até eu ficava com ele, faz-me lembrar uma cadelita que eu tinha quando era pequena. Os meus cães têm liberdade e eu nem sempre estou, deu-me a desculpa esfarrapada. Ela até é muito esperta, mas agora parece-me estranha... E está, Sr. goats man, ficou com um lado semi-paralisado, com a pancada, mas a recuperar. Mesmo que a quisesse levar agora, eu não lha entregava. Ainda não está livre de perigo. O , é que é terrível: um campo de concentração de cabras e outros bichos, bem no centro da localidade. E olha-se para o homem e nem parece má pessoa.