Atalhos de Campo


16.7.17

bordado

Acordo estremunhada e levanto a cabeça para encarar a janela à esquerda, entreaberta, de onde vem um ruído de carros a trepar pelas paredes. Onde estou, pergunto-me, abrindo os olhos com mais força para vencer o espanto, se a outra janela é atrás da cama? Olho para o estore japonês bordado à luz da rua e sigo o picotado em código repetitivo até ao fim, até ele estacionar no meu cérebro ainda meio desligado. Finalmente deixo-me cair para trás, confiante, sobre a almofada: já sei, estou no meu quarto antigo, deitada na minha cama. Mas já não volto a adormecer como dantes.