Atalhos de Campo


27.5.17

infinitude indecente

A vida não é nada; a morte é tudo. Porém, não existe algo que seja a morte, 
independentemente da vida. É precisamente essa ausência de realidade distinta, 
autónoma, que torna a morte universal; ela não tem um domínio próprio, ela é 
omnipresente, como tudo o que carece de identidade, de limite e de duração: 
uma infinitude indecente.

Cioran/ Do inconveniente de ter nascido

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