Atalhos de Campo


3.1.17

atalho

Nós não somos capazes da verdade,
os antinaturais por natureza.
Sofremos e procuramos.
Daí os eremitérios, as siglas,
diversos estatutos e estandartes.
Acontece, de pura misericórdia, um descanso:
uma borboleta amarela pousa na nossa mão
e pra nosso susto, permanece sem medo;
olhamos o céu e dizemos do nosso terreiro:
é pra lá que se vai, depois de tudo.
De puro orgulho eu queria ser pobre,
de visceral preguiça, pedra.
(...)

Adélia Prado/ Atalho 

5 comentários:

  1. Eu não queria ser pobre (talvez seja e nem saiba) nem pedra :)
    Bom dia, Teresa

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    1. querer ser pobre de puro orgulho é querer ser menos orgulhosa, assim o entendo em 2017 :)

      [e uma pedra para a preguiça!]

      Bom dia, ana.

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    2. Tens razão, Teresa. Ainda estava estremunhada :)

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  2. se permanecer, é porque já somos pedra...

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