Nós não somos capazes da verdade,
os antinaturais por natureza.
Sofremos e procuramos.
Daí os eremitérios, as siglas,
diversos estatutos e estandartes.
Acontece, de pura misericórdia, um descanso:
uma borboleta amarela pousa na nossa mão
e pra nosso susto, permanece sem medo;
olhamos o céu e dizemos do nosso terreiro:
é pra lá que se vai, depois de tudo.
De puro orgulho eu queria ser pobre,
de visceral preguiça, pedra.
(...)
Adélia Prado/ Atalho
Eu não queria ser pobre (talvez seja e nem saiba) nem pedra :)
ResponderEliminarBom dia, Teresa
querer ser pobre de puro orgulho é querer ser menos orgulhosa, assim o entendo em 2017 :)
Eliminar[e uma pedra para a preguiça!]
Bom dia, ana.
Tens razão, Teresa. Ainda estava estremunhada :)
Eliminarse permanecer, é porque já somos pedra...
ResponderEliminaras borboletas costumam acreditar nos poetas...
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