Atalhos de Campo


18.10.16

Quintas e Domingos



Os caçadores não matam animais por necessidade, mas por prazer,
e não sentem qualquer empatia em relação ao sofrimento que causam, 
em relação à dor, ao susto, à agonia. A caça será um dia encarada 
com o mesmo espanto com que hoje olhamos para coisas horríveis 
que a humanidade fazia antigamente, como as execuções públicas, 
a tortura pública ou o tráfico de escravos, mas hoje é designada 
«desporto» e a maior parte das pessoas acha que não tem mal nenhum.


Paulo Varela Gomes/ Quintas e Domingos 

4 comentários:

  1. Assim fossem todos os caçadores :)
    Como é que alguns conseguem matar estes bichos?

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    1. É tão belo saber preservar, sabendo que se pode matar com um único tiro! Isso é que é caça. :)

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  2. Concordo em absoluto. A caça, como a tourada. As largadas de touros.

    A bestialidade do Homem revelando-se muito inferior ao animal que subjuga, divertindo-se na sopa de cobardia de que é feito, se quiser.

    Podemos ser tão belos quanto horrendos, a escolha é nossa.

    Um abraço dos péssimos, querida e bela Teresa. :-) (para não ser sempre um horroroso)

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    1. O homem que vê surgir o veado, totalmente vulnerável, e lhe poupa a vida; que por uma vez se sente na sua pele, porque pensa que a seguir, na guerra do Vietname, a caça vai ser ao próprio homem. E não é isso no fundo a caça, um mimetismo da guerra?

      É das cenas mais belas que vi no cinema. Todos os caçadores deveriam vê-la.

      Um abraço "do pior que há", por este teu comentário, Susana querida (e mais bela que a Marta Crawford). :)

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