Plantarei frésias em segredo e a terra aparecerá sublinhada a amarelo, para que ignores os dias que foram felizes; bordarei canteiros a ponto pé de frésia e neles secarão só as flores roxas, para que nelas reconheças a tua impenitência; vasos de frésias vermelhas resplandecerão à luz branca das manhãs de Inverno, para que sintas o frio da tua intimidade; crescerá uma frésia da mesma cor de cada pé de roseira, para que recuses definitivamente o meu perfume; quando chover, só as frésias guardarão a chuva nos seus cálices de murano, para que condenes para sempre as minhas lágrimas.
que bonito, Teresa...eu seria capaz de fazer isso, em segredo, também :)
ResponderEliminarum castigo florido e perfumado a despontar por todo o lado, um verdadeiro pesadelo... :)
Eliminaruma boa noite para ti, ana.
transformar as dores em flores, é magia :)
ResponderEliminare poesia, ana; "tu sabes" :)
EliminarCheiram tão bem, as frésias!
ResponderEliminarTão bem, luisa, o perfume fica.
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