Uma «relação de bolso» é a encarnação da instantaneidade e da disponibilidade. (...)
Primeira condição: deve entrar no relacionamento plenamente consciente e totalmente sóbrio. Lembre-se: nada de «amor à primeira vista» aqui. Nada de se apaixonar... Nada daquela súbita torrente de emoções que nos deixa sem fôlego e com o coração aos pulos. Nem as emoções a que chamamos de «amor» nem aquelas que sobriamente descrevemos como «desejo». Não se deixe dominar nem arrebatar e, acima de tudo, não deixe que lhe arranquem das mãos a calculadora.
(...)
Se notar alguma coisa que não se negociou e que não lhe interessa, saiba que «é hora de seguir viagem». É o tráfego que sustenta todo o prazer.
Mantenha o bolso livre e preparado. Em breve vai precisar de lá pôr alguma coisa e - cruze os dedos - vai consegui-lo...
Zygmunt Bauman/ Amor Líquido
Hoje em dia é o que há mais por aí :)
ResponderEliminarBoa tarde :)
Tens razão, GM, infelizmente. É como fazer "a viagem" agarrado ao coração, em vez de ser à carteira. :)
EliminarBoa viagem :)
uma espécie de sim e não simultâneo? uma vez líquido, será possível que se misturem?
ResponderEliminarBoa noite, Teresa.
uma espécie de sim com validade (curta). :)
Eliminarlíquido porque fluido, escorregadio, instável, efémero; o contrário de sólido.
se houver "muita mistura" já não cabe no bolso...
Beijinho, Mia.