Atalhos de Campo


21.9.16

nadar para casa



O ano é 1994, mas o meu pai (que tem um gelado na mão e não um telemóvel) está a ter uma conversa consigo próprio que é provavelmente algo triste e sério que tem a ver com o passado. Eu nunca consegui saber ao certo quando o passado começa ou onde acaba, mas embora as cidades ponham o passado em mapas, com estátuas de bronze para sempre imobilizadas numa posição digna, por mais que eu tente fazer com que o passado se mantenha quieto e tenha maneiras, ele move-se e murmura comigo ao longo de todos os dias.

Deborah Levy/ nadar para casa

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