Atalhos de Campo


22.7.16

notícias da quinta (13)

Continua o vento. Durante o dia é seco e quente, por isso hoje começei a rega mais cedo. A noite refrescou, mas amanhã estará tudo igualmente ressequido. O jardim continua lindo, cheio de flores impossíveis. A casa aconchega-o, tal como faz connosco. Com estas temperaturas seriam suficientes dois dias sem regar para grande parte das plantas morrer. Há uma jarra na sala com um mix, como lhe chamo - rosas, gladíolos, zínias - juntei-lhe hoje um gladíolo roxo que encontrei quebrado pelo vento. 

Quando a I. saiu avisou-me que havia uma ovelha à solta. Telefonou ao marido para que viesse apanhá-la. O certo é que, em vez de a apanharem, deixaram que fugisse para a estrada. Fico sempre em pânico com essa hipótese, quanto mais com a certeza. Por isso apressei-me a ir ajudar. A ovelha fora reconduzida para dentro da propriedade e a I. seguira para a vila, mas a ovelha fugira novamente para longe. Sob os meus pés apressados esvoaçava a espantosa cabeleira lisa da terra, escovada pelo vento, dourada pelo sol. Mesmo encandeada, penso que a minha presença foi decisiva. Talvez se recordasse também da minha voz. Tranquilamente foi reconduzida ao ovil. 

Vi ontem um insecto que parecia um beija-flor. 

Estavam mais dez grilos mortos no skimmer.

Esta época morreram duas pavoas, atacadas no choco, e há três pavões novos.

Prossigo o estudo do comportamento dos gansos que vieram há um mês, lendo Konrad Lorenz. Vou tentar ilustrá-lo com fotografias.   

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