Atalhos de Campo


8.6.16

nunca vi uma andorinha no Inverno


























Enquanto escrevo, reparo que no parapeito da janela do escritório, a meio metro de mim, estão pousadas várias andorinhas muito jovens. Eu consigo vê-las, mas elas não percebem que estão a ser observadas. Uma delas voa e volta a pousar; interessada nalgum insecto que ficou preso na rede mosquiteira, debica com insistência a presa fácil, voltada para mim. São os primeiros voos, os primeiros passos na alimentação por conta própria, os primeiros treinos em grupo, ainda com a supervisão dos pais. Mas há um aviso, Cuidado! Aí é perigoso!, e é a debandada geral. O perigo é das primeiras coisas que se ensina. Mas há uma delas que se atrasa, que demora a aprender, que é desobediente. Porém, quando todas partirem, ela não poderá ficar. Nunca vi uma andorinha no Inverno. 

6 comentários:

  1. Pelo menos, saberá a que sabe experimentar a liberdade de decidir.

    Beijo,Teresa :)

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    1. Essa liberdade é apanágio do homem. A andorinha, se ficar para trás, morre, não tem hipótese.

      Beijo, Maria :)

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  2. Agora, todas as noites há uma que dorme na trave do meu telheiro. :)

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    1. É tão bonito observar isso. Aqui há um grupo de andorinhas dos beirados e outro das chaminés, vivem durante o dia em volta da casa, mas de noite não dormem aqui. Penso que algumas se abrigam no ovil. :)

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  3. estes tempos são tempos de clima estranho...
    adoro andorinhas. só as vejo muito de vez em quando...

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    1. Aqui há muitas, Laura, são do mais divertido, a fazerem loopings no ar e a rasarem a água da piscina. Também há muito alimento para elas, insectos não faltam. Mas o clima alterou-se, as noites são mais frias e as estações instáveis. É bem provável que se venha a reflectir nas migrações dos pássaros...

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