Atalhos de Campo


6.6.16

metade vermelho metade negro



... é nada; e o nada de vez em quando é bom.
Matilde Campilho





8 comentários:

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    1. Também achei tão belo e pacificante. A fronteira entre as duas cores é por vezes tão ténue...
      Obrigada, Laura

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  2. "Mas acredita que um poema pode salvar alguém?
    Penso que é possível o poema salvar, se num determinado contexto o poema for dito por um justo ou for lido por um justo. São os justos que salvam o mundo. Se o poema for uma forma radical de justiça, o poema salva. Se não, há de ficar como um ornamento."

    Entrevista de Carlos Vaz Marques a José Tolentino Mendonça, revista Ler, dezembro de 2009


    Eu acho que um poema pode salvar. Os poemas que nos perdem são os que nos salvam. Cada vez acredito mais nisso.
    Gosto muito de Matilde Campilho.Identifico-me com tudo o que diz e escreve.
    Obrigada por esta maravilhosa partilha.

    Um beijinho, querida Teresa
    [gosto muito de ti]

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    1. Não conhecia o entrevistador, Eric Nepomuceno. Que conversa maravilhosa, ele consegue deixar fluir a pergunta até que ela se junta com a resposta num casamento perfeito. Fica-se assim, a pairar, entre o vermelho e o negro.

      Também acho que um poema pode salvar. Mas também pode matar. É quase sempre muito mais do que um ornamento, mesmo que não salve ninguém. E a Matilde é um talento, já me salvou vários dias. :)

      Um grande beijinho, Smile.
      [ ] :)

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  3. estive ontem à noite, na cama a ouvir o teu post ...:)
    tu és um poema que salva.

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    1. sabes que estava muito triste, a pensar que ninguém tinha ligado nenhuma e esta entrevista maravilhosa, mas depois apareceste também tu, para me salvar :)
      obrigada, ana

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  4. sabes que fiquei sem palavras, pela lucidez, doçura e serenidade, quer da Matilde, quer do entrevistador. por isso não disse nada, ontem. só hoje.
    fica-se sem palavras, é isso :)

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    1. é isso tudo que dizes, e é de se ficar sem palavras, mas hoje voltaram, estão aqui, e isso é muito bom. :)

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