Atalhos de Campo


8.5.16

Os cravos da poeta


























Para a  voz mais solta  que eu conheço, num atalho à chuva.

10 comentários:

  1. Minha querida Teresa, muito obrigada. Que flores tão belas e que bem devem cheirar, visto essa budinha, que isso deve ser uma budinha, revelar quão deliciada se sente nesse jardim do Éden.
    Mais ou menos como eu me sinto ao vir aqui. (tu não podias saber, mas eu gosto imenso de budas, tenho aqui à minha frente 3 :-))
    Um abraço todo horroroso, querida Teresa. :-)

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    1. As flores têm um perfume inebriante, Susana, e são cravos-do-poeta(sem género), numa taça oferecida a essa musa zen dos Haikus, agora a viver no Alentejo profundo... :)
      Todo este jardim te pressente por aqui. Que os cravos-do-poeta te tragam sempre inspiração.
      E não quero pensar muito nos motivos da ausência, mas desejar apenas e com muita força que sejam pela parte boa (as maçãs cravadas nas costas assustam-me, confesso).

      Um abraço "lá desses" -cheio de vírgulas a enfeitar (o trabalho que elas me deram :))- querida Susana, e quando passares por aqui, entra, verás que é também a tua casa.

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  2. "Chuvoso maio!

    Deste lado oiço gotejar
    sobre as pedras.
    Som da cidade ...
    Do outro via a chuva no ar.
    Perpendicular, fina,
    Tomava cor,
    distinguia-se
    contra o fundo das trepadeiras
    do jardim.
    No chão, quando caía,
    abria círculos
    nas pocinhas brilhantes,
    já formadas?
    Há lá coisa mais linda

    que este bater de água
    na outra água?
    Um pingo cai
    E forma uma rosa...
    um movimento circular,
    que se espraia.
    Vem outro pingo
    E nasce outra rosa...
    e sempre assim!

    Os nossos olhos desconsolados,
    sem alegria nem tristeza,
    tranquilamente
    vão vendo formar-se as rosas,
    brilhar
    e mover-se a água..."

    Irene Lisboa/Meados de maio

    Mesmo em dias de chuva, o atalho da nossa querida poeta Susana tem sempre sol, não é? E os teus também! Neles, a chuva não molha... (às vezes, é só uma lagriminha comovida que rola)

    Um beijinho para as duas, com amizade :)

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    1. Um rosário é isso mesmo, não é, querida Miss Smile? Rosas que nascem da água como nenúfares e que duram um só dia, como eles, para que desejemos sempre que chova.

      Um beijinho, e um Domingo feliz. :)

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    2. Querida Miss Smile, eu... a sério, eu...... er..... olha, eu não sou nada poeta. Pronto, não sou, não. Mas ler isso de eu ser poeta foi mesmo bom, deu para me enganar por um segundo ou dois e sorrir, fechar os olhos e deixar entrar a poesia em mim (só que ela não entrou, é esquiva). :-)
      Vocês fazem o meu mundo melhor.
      Obrigada às duas. :-)

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  3. Um dia vais-me dar razão, Susana, tu é que só deixas a poesia sair como prosa, é um preconceito teu, não sei. Só os poetas soltam o pensamento dos outros assim, com esse jeito tão especial que tu tens. Tu fazes o nosso mundo melhor, garanto-te, e agora que me convenceste a não ficar preocupada, então... :)

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  4. São lindos esses cravos de poeta. Já me tinham chamado a atenção, não sei bem aonde. Parecem hortênsias matizadas a honrar a musa que liberta o homem da escravidão, das amarras da sua própria escravidão.

    Creio que sim, em prosa ou em verso, extensa, curta ou curtinha, a poesia é a voz mais solta e capaz de nos reflectir como um espelho.:)

    "Lançamos o barco, sonhamos a viagem:
    quem viaja é sempre o mar."

    (Dito do avô Celestiano de Mia Couto)

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    1. Muito bonito, Madalena, perfumado como os cravos, que aliás só foram semeados uma vez. De uns anos para os outros ficam as sementes na terra (e algumas plantas que sobrevivem ao Inverno) e voltam a germinar na Primavera e a florir abundantemente, tal como os poemas.

      Um beijinho.

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  5. passo--leio--sorrio--volto a ler--guardo--deixo abraços--saio. contente.

    :)

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    1. que-bom-minha-poeta--- ga--gue--jo.
      Fazia aqui falta. :)

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