Atalhos de Campo


15.4.16

diálogo

comecei a escrever quando perdi o interesse por falar

11 comentários:

  1. variações possíveis:

    «comecei a escrever sobre o que nunca tive interesse por falar»


    beijinho com cidreira e mel.

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    1. "A solidão de uma palavra. Uma colina quando a espuma
      salta contra o mês de maio
      escrito. A mão que o escreve agora.
      Até cada coisa mergulhar no seu baptismo.
      Até que essa palavra se transmude em nome
      e pouse, pelo sopro, no centro
      de como corres cheio de luz selvagem,
      como se levasses uma faixa de água
      entre
      o coração e o umbigo."

      Herberto Helder/ Última Ciência

      A Vendredi, (com uma flor de rosmaninho e uma abelha).

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  2. A minha variação é mais «comecei a escrever sobre tudo o que sempre tive interesse em falar, mas que ninguém queria ouvir».

    Beijinhos às duas :)

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    1. Por vezes é isso mesmo. De tanto encontrar paredes desiste-se, até se encontrar outra forma.
      E não deixa de ser um grito, ou muito mais que um grito.

      Beijinhos também às duas. :)

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  3. Mas escrever É falar!

    Beijos, Teresa :)

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    1. É, para mim é falar sozinha, se não aparecer ninguém a comentar, fica falado.
      Às vezes aparece, e é bom, mesmo que não concorde (isso não é o mais importante). Visto que o silêncio é garantido, à partida - se fosse um livro o silêncio persistiria; sendo um blogue com comentários está aberto o diálogo. É um esforço que faço para não emudecer de vez, escrevendo, desenhando, fotografando.

      Beijos, Maria. :)

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  4. Outra variante - comecei a escrever porque os outros não entendiam o que eu falava.
    Beijo escrito Teresa.

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    1. Gosto muito de visitar o que está escrito no teu silêncio.
      Acho que entendo essa tua forma de ser.
      Beijo, ana, boa noite.

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  5. Escrever é exprimir o que pensamos e o que realmente somos, e não apenas o que parecemos ser, quando falamos.

    Expresso-me com um beijinho:)*

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    1. Escrever pode ir da suprema invenção à mais profunda confissão.
      O segundo caso revela grande coragem.

      Beijinho, Madalena:)

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