Atalhos de Campo


10.4.16

confissão versus penitência

o que aconteceria se em confissão um padre não me entendesse; ou tu.

3 comentários:

  1. As pessoas que nos podem entender são aquelas que nos conhecem bem, e que mais gostam de nós. Perceber o outro, implica, ter amizade, interesse e tempo. Ouvir, colocar-se no mesmo lugar, predispor-se a uma intimidade que terá que ser recíproca. Quando se dá esse encontro, esse clique, é muito bom. Não tem hora, nem lugar, nem aviso. Simplesmente, acontece, ou vai acontecendo. Vamos nos abrindo, desnudando e o coração liberta-se, ganha a leveza de uma pluma. Nessa cumplicidade, a confissão ter-se-á cumprido.

    Confissão sem penitência:)

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    1. Por vezes não é assim que se passa, também, Madalena. Os nossos pais, gostando de nós, nem sempre nos entenderam. O amor também é possessivo, ciumento, autoritário (o que é intolerável na amizade). Mas talvez os amigos sejam quem melhor nos entende e está disposto a ouvir-nos sem reservas. Quanto à penitência, a pior é muitas vezes a que impomos a nós próprios.

      Confissão sem comunhão :)

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  2. Eu foquei-me sobretudo, na natureza da cumplicidade e da confiança, geradora de uma verdadeira confissão. Foi com intenção que não quis determinar sujeitos, mas sim, aludir à amizade superior que une, que liberta. Quanto à penitência, estou de acordo. Mas a vida é uma constante aprendizagem e a penitência acaba por decorrer das nossas próprias acções. É isso que nos faz evoluir e tornar mais sábios.

    Confissão em comunhão:)

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