Atalhos de Campo


23.4.16

bavarder

publicar uma música (ou fotografia) pode bem ser um teste 
para percebermos quem nos quer verdadeiramente ver, ou o
atrevimento de nos revelarmos: é assumir publicamente, eu
gosto disto. É uma confissão sem palavras.

8 comentários:

  1. Independentemente de se gostar da música ou das fotografias, volta-se quando simplesmente se gosta ou se identifica com algo, por vezes nem se sabe bem o quê :)
    Vejo essas publicações como uma pequena "partilha" de "nós" :)

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    1. Eu também, Quarto Andar. Acho graça e dou valor. Por vezes ouço porque não conheço, mas às vezes não ouço, por falta de tempo, ou porque não me apetece. No entanto guardo para mim a intenção de quem o fez. Lembro-me, por exemplo, de quando a Ana de Amsterdam publicou uma música acompanhada de uma simples frase sobre Goa. Eu olhei e pensei - "Olha a Dalida!" Achei graça quando ela escreveu que era uma música da sua infância. Também era da minha. Não a ouvi, porque nunca gostei especialmente da Dalida, mas não mais me esqueci. :)

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  2. :-)
    isso é verdade, mas acho que escrever é muito mais revelador do que somos.
    Querida Teresa, um beijo e um grande, maravilhoso fim de semana, aí nessas companhias que, enfim, confesso, são invejáveis. :-)

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    1. Na verdade *quando escreves, vou aonde me levas*, e também já sei que gostas de Bach e de Rachmaninoff - por acaso gostei de saber, porque também gosto tanto de um, como do outro. :) Muitas vezes também é a partilha do intérprete que conta, ou algum pormenor. Quando alguém escreve muito bem, como é o teu caso, há tendência para termos aquela sofreguidão por ler, sofro disso também, mas, para mim, tu és tanto tu quando publicas aquelas fotografias maravilhosas, como quando contas a história de um bilhete para um concerto e lhe acrescentas a emoção (tocada) do que sentiste. Aqui, neste campo, eu imagino sempre alguém a ouvir a música, a ver as fotografias, e a ler os textos que lhe apetecer. São três coisas com muito peso na minha vida actual. Não coloco nada para preencher espaço e atrevo-me a dizer que está tudo interligado. Quem conseguir perceber isso, entende inteiramente os atalhos como uma proposta de blogue.

      Hoje fui à capital, e olha que bem falta me fizeram estas companhias... :)
      Bom fim-de-semana, querida Susana, nada "nano" e muito "horroroso".

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  3. Cada partilha é um pedaço de nós que se revela. A escolha daquilo que publicamos define-nos.

    Beijos soalheiros, Teresa:)

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    1. Penso que sim, Maria, tu és música, és fotografia, és pintura, és prosa, és poesia, tudo muito bem interligado; e é assim que eu te vejo.

      Beijos, e uma boa noite à luz das estrelas. :)

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  4. Acho que sim, tudo o que cada um publica tem a sua impressão digital. É inevitável. Os outros vão, ou não, marcando a sua pegada, mas nunca se fica indiferente. Quem procura, sempre acha alguma coisa.

    Partilhar é conviver, e talvez até, confraternizar com...:)

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    1. Por aqui tens deixado boas marcas; gostos das tuas impressões, de onde quer que elas venham.

      Dizem que a "isto" se chama blogosfera... :)

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