Atalhos de Campo


11.3.16

canteiro

























         
                            
















O meu desejo na primavera:
que mesmo as flores selvagens
  venham florir à minha porta
       
  José Tolentino Mendonça  

4 comentários:

  1. Tens razão. Todas estão luminosas. Os jarros estão soberbos, mas o lírio branco está de gala e promete. Parece um plastron. Entre as sombras, algo que se desembrulha e desfolha, oferecendo-se.

    De um lindo crepon:)

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    1. Um plastron obrigado pela tesoura do bico dos pavões(suspeito), que eles têm que alimentar aquele brilho e aquelas cores. Ainda assim "tosquiado" com imenso bom garfo; bem lembrado, Madalena.

      crepes suzette au emplastron :)

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  2. É isso mesmo, querida Teresa, nem tudo pode ser podado, como um jardim francês. As flores selvagens que vêm despontar à nossa porta e cujo nome, por vezes, desconhecemos, ensinam-nos que a vida é um canteiro cheio de turbulências e inquietações, mas, ainda assim, um canteiro muito belo.

    Um beijinho

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    1. Os dentes-de-leão, as papoilas, os malmequeres, as camomilas, os lírios e tantas, tantas, de todas a cores e nomes, dessas mesmo, que não sabem nada de francês, mas que são de uma beleza extraordinária na sua diversidade, imbatível atrevo-me a dizer. E leva a pensar nisso mesmo, que não devemos nem podemos podar o que é espontâneo, natural, sob pena de perdermos um património de valor incalculável.

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