Atalhos de Campo


30.3.16

apesar da arte

prefiro morrer por uma verdade, a viver por uma mentira

6 comentários:

  1. pois eu prefiro que viva, linda como é, e que eu a leia por muitos anos.

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  2. Teresa está preparada para ouvir Nietzsche dizer-lhe que «as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras»?

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    1. Toda a convicção, sendo humana, pode ser perigosa e matar, até a convicção na mentira. Quer mais convicção do que é necessária para manter uma boa mentira? Nietzsche viveu de exclamações e de convicções e morreu agarrado ao pescoço de um cavalo a dizer, Mutter, ich bin dumm!(dizem) O contrário também é válido. Gosto de ler Nietzsche, mas não sou Nietzschiana, Deus me livre! :). O que me interessa sobretudo em Nietzsche é o facto de ele ser mestre na contradição. Quanto a este caso, que é um caso perdido (ou talvez não), era preciso que houvesse consonância naquilo que é considerado verdade ou mentira... assunto sempre subjectivo.

      Obrigada, JM(para mim).

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  3. ...e tanto é que também poderíamos dizer que temos a arte para não morrermos da mentira. Já que o mundo que nos é dado a conhecer no dia-a-dia, parece estar repleto de contradições. Há uma ilusão aparente de verdade tão bem induzida que até serve de parâmetro referência, para os demais. Parece ser uma tendência da História. E dado que assim é, valerá a pena partirmos antes, à descoberta da nossa própria verdade.

    Vive a tua verdade e sê feliz:)

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    1. A frase de Nietzsche é mais verdadeira...já que a arte implica sempre uma ilusão e nos equilibra o lado cru da vida; a arte é em si "mentirosa" precisamente porque distorcendo a realidade nos dá bem estar e qualidade de vida, nos rodeia de belo, ou pelo contrário, caricaturando o feio, lhe aponta os defeitos. Nos seus braços morreria (em pecado). :)

      Vive a verdade, com moderação :)

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