Atalhos de Campo


9.2.16

máscaras

10 comentários:

  1. Depus a máscara e vi-me ao espelho. —
    Era a criança de há quantos anos.
    Não tinha mudado nada...
    É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
    É-se sempre a criança,
    O passado que foi
    A criança.
    Depus a máscara, e tornei a pô-la.
    Assim é melhor,
    Assim sem a máscara.
    E volto à personalidade como a um términus de linha.

    Álvaro de Campos

    Beijos, Teresa :)

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    1. "Na sala obscura, onde branqueja
      A mancha ebúrnea do teclado,
      Morre e revive, expira, arqueja
      O estribilho desesperado.

      Um Pierrot de vestes de seda
      Negra, ele próprio toca e canta.
      O timbre múrmuro segreda
      Uma dor que sobe à garganta.

      E uma tristeza de tal sorte
      Vem nessa pobre voz humana,
      Que se pensa em fugir na morte
      À miséria cotidiana.

      Como a voz, também a mão geme.
      E na parede se debruça
      A sombra pálida, que treme,
      De uma garganta que soluça..."

      Manuel Bandeira/ A Silhueta

      O avesso do Carnaval.
      Beijos, Maria, o teu poema é lindo.:)

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    1. Ava, há quem ande mascarado assim, todos os dias. Comprei-lhes um CD, tocavam flauta dos Andes numa rua de Curitiba, em Novembro do ano passado. Hoje lembrei-me deles; espero que tenham feito folga...hoje ninguém os leva a sério. :)
      Obrigada

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  3. Está cá com uma definição! Tanta cor. Tudo é cor.
    Por acaso também os costumo ver na Feira do Cavalo na Golegã, em Novembro pelo S. Martinho. Normalmente são sempre três a tocar nestes paramentos, à noite em plena rua. Fico sempre intrigada porque estão sempre muito entreolhados, muito na sua a tocar.
    Nunca lhes vi desacatos.

    Um beijinho de bom apache

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    1. Então não são os mesmos, espero...:)

      Um beijinho,
      Luz da Lua

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  4. Não sei, quiça?! Contudo, estes são mais exuberantes. Dos outros, registo o cool da atitude ao luar.

    Ao luar:)*

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    1. Índios diurnos e índios nocturnos, portanto.
      Por momentos tive medo que fossem "almas penadas"...

      À chuva. Hoje não há concerto. :)

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  5. Não, de todo. São almas bem vivas e com preparos tradicionais de cor berrante. Mas eles, mexicanos creio eu, não berram, são bem calminhos e focados, apesar da ambiência turbulenta com muita gente bem bebida.

    Lá tocam sempre. E agora, meio nómadas andarão por outras feiras...singing in the rain,
    A song for you.

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