Atalhos de Campo


26.2.16

Je vois des anges

O violoncelista estava a meio do Concerto de Schumann



Subitamente o coronel ficou transportado e começou a gritar:- Je
                [vois des anges! Je vois des anges!- e deixou-se
                                  [escorregar pela escada abaixo.

O telefone tilintou.
Alguém chamava?...Alguém pedia socorro?...

Mas do outro lado não vinha senão o rumor de um pranto 
                                         [desesperado!...

(Eram três horas.
Todas as agências postais estavam fechadas.
Dentro da noite a voz do coronel continuava gritando:- Je vois                                   des[anges! Je vois des anges!

Manuel Bandeira/Nocturno da Parada Amorim 


































































10 comentários:

  1. rolas... como eu gosto de ver e ouvir as rolas... :)

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  2. E tu, acreditas em anjos?

    Beijos, Teresa alada :)

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    1. Como criaturas inventadas, absolutamente!

      Beijos, Maria voadora :)

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    2. eu sabia, ana. :)
      por várias vezes também já pensei: isto só pode ser o meu anjo da guarda...

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  3. Ah! Mais oui, Je vois des anges. Ils sont là!
    Estão lá e estão no peraíso, porque para mim os animais nunca de lá chegaram a sair...continuam no paradis. Os animais são anjos e estão para nos servir.
    Acredito na transformação interior e como tal, talvez eu acredite que nos possamos libertar e evoluir para outras dimensões após a morte. A vida é uma aprendizagem a pulso. Não creio que seja em vão. Vou assim serenamente perscrutando...:)

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    1. O paraíso já foi, querida Madalena, já nem para eles existe. Sem dúvida que são anjos...às vezes.
      Quanto a servirem-nos ponho as minhas dúvidas. Se puderem não nos servem porque o servilismo é apenas humano.
      Ainda hoje sou eu que os sirvo, muito mais que eles a mim; mas sou voluntária. :)

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  4. Digo que os animais e até os mais ferozes são anjos porque são perfeitos, cumprem o destino do qual foram investidos. São o que devem ser, não falham o seu papel e servem-nos, não se servem. São eles que em equipa trabalham incessantemente para o bem comum, zelando silenciosamente pelo equilíbrio dos ecossistemas e tornam possível a nossa existência. De certo modo, eles não precisam de nós. Eles precedem em muito ao Homem, e é o Homem que os domina e lhes cria a dependência. E apesar de tudo, são felizes porque obedecem a uma outra Ordem:)

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    1. Por essa ordem de ideias concordo contigo. Eles não precisam nada de nós. Só precisam de nós os domesticados.
      É verdade que obedecem a uma outra Lei, e se não interferirmos, para eles isso é o paraíso. :)

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