Atalhos de Campo


26.2.16

As falas de Teresa (1)

João:
Olho Teresa. Vejo-a sentada aqui a meu lado, a poucos centí-
metros de mim. A poucos centímetros, muitos quilômetros. Por 
que essa impressão de que precisaria de quilômetros para me-
dir a distância, o afastamento em que a vejo neste momento?

João Cabral de Melo Neto/Os Três Mal-Amados


Não tenho dormido bem, passo a noite a escrever entre a 
vigília e o sono, de tal forma que já não consigo dis-
tinguir se durmo ou estou acordada. Umas olheiras fundas
como trincheiras testemunham isso. Mas quando acordo não 
há nada escrito, e ao que disse que sim já não me lembro. 
Não estás cá, estás a quilómetros de distância, ouço dizer. 

9 comentários:

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    1. querida flor,
      esqueceu-se de escrever o resto da mensagem... :))

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    1. eu sei, querida flor, esqueci-me eu do resto, como sabe não ando a dormir bem :)

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  3. Não sei, só sei que é bonito, este espelho de duas faces.

    Um beijinho

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    1. Estou a gostar de fazer isto, entre o sonho e a realidade.
      Também não sei, e essa parece-me ser a melhor parte. :)

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  4. É criativo e ultra terapêutico, com resultados garantidos, diria eu.
    Mas o prazer não, esse não será só teu...

    A criação é criativa, rebelde e muito indisciplinada, ora pois!...*

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    1. Vai continuar! Este João falava pelos cotovelos...
      E afinal a Teresa não dizia nada. Pareceu-me injusto. :)

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