Atalhos de Campo


3.2.16

árvores, casas, buracos, o homem

Árvores massacradas. Casas erguidas. Buracos, buracos por
todo o lado. O homem alastra. O homem é o cancro da terra.

Cioran/ Do Inconveniente de ter Nascido

4 comentários:

  1. Mas depois há a música, a pintura, a escultura, a literatura, a poesia... Ah, o homem, esse demónio destruidor e criador!

    Beijos, Teresa, e uma noite descansada. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Às vezes praguejamos, mas não contra as catedrais...
      O homem é destruidor, mas a mulher é divina:)

      Eliminar
  2. O animal homem é o cancro da terra e pelos vistos o único. De facto, o inferno somos nós. Todos os outros seres vivos vivem em uníssono e em harmonia, alheios à nossa atitude inconsciente e ignorante, mas ainda assim, zelando pelo equilíbrio de todos numa vigília constante. Esses outros são os grandes obreiros, que lutam generosamente para que a vida ainda seja possível, trabalhando em equipa e adaptando-se a todo o tipo de agressões. Só quando não conseguem resolver é que se revoltam e os problemas transbordam e sobram. Nestas últimas décadas tem-se assistido a um sistemático crescendo do problema, agudizado pela tendência da concentração das populações em centros urbanos, o que aparta e divorcia o homem em definitivo da natureza, da qual depende. Vai-se serrando o ramo onde se está sentado. Em todo o caso, eu acredito na humanidade, senão não acreditaria em mim, e a vida viraria um tremendo tédio, uma derrota anunciada, um erro sem explicação. Assim, gosto de pensar que o Homem está em constante construcção, e que terá que continuar a entender, a estudar e a descobrir o amâgo e novas formas de se relacionar com o magnífico templo em bruto que lhe foi confiado. Acredito que nós passaremos e que esta era também e que outra virá, muito diferente desta, porque conhecimento e sinais de mudança já existem. São as grandes mudanças de ciclo da história que se intuem e adivinham, mas que não podem ser presenciadas pelo nosso curto segmento de vida.

    O caminho está a fazer-se...

    Um grande beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querida Madalena,
      Eu, que até não sou de muitas falas, deixo-me ficar por aqui...
      Gostei do que escreveste.

      Um grande beijinho também.

      Eliminar