Atalhos de Campo


12.1.16

memória. curta # 13

Acabara de acompanhar ao carro uma cadela que fizera cesariana, encarregando-me eu própria de levar os cachorros num cesto, agasalhados numa mantinha. Detive-me por momentos à porta, vendo-os partir, depois de me despedir e de dar os últimos conselhos aos donos. Concentrada que estava em assegurar que tudo iria correr bem, só então reparei numa figura masculina que se aproximara devagar olhando para a entrada e para o horário da clínica, para depois se afastar sem nada dizer. À segunda aproximação titubeante, que me fez esperar com deferência para algum esclarecimento, perguntou com ar de quem quer meter conversa, então é aqui que tratam os animais? Sim, respondi-lhe, precisa de alguma informação... ao que respondeu com outra pergunta, sorrindo de atrevimento, e nós, não somos animais? Às vezes são. 

6 comentários:

  1. Podias ter-lhe dito que o tratamento estava pronto a ser iniciado. Faltava só saber se queria com ou sem anestesia...

    Miss Bad Girl ;)

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    1. Arrepiou caminho imediatamente, talvez pressentindo essa tua ideia, Cruella de Vil. :)

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  2. Teresa, só às vezes, outras vezes são idiotas! ;)

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  3. O meu pai é veterinário :) (agora está reformado)

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    1. Então somos colegas, eu e o seu pai :); agora estou a fazer um sabático, uma espécie de férias "por junto", que durante muito tempo não tirei. Talvez não volte, gostei de mudar de vida e de ficar "só do lado do dono", sendo que continuo a ser a veterinária dos meus animais.:)
      Um beijinho, Gábi.

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