Atalhos de Campo


20.1.16

instinto






































































































































































































12 comentários:

  1. Que maravilha, Teresa. Que tranquilidade transmitem e que vontade de entrar no 'cenário'.

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    1. Obrigada, Ava, foi mesmo isso que senti hoje enquanto fotografava, uma enorme paz.

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  2. Sair para o exterior, especialmente para ambientes naturais, para exercitar os disparos de uma máquina fotográfica tem, também em mim, esse efeito apaziguador.
    O cordeirinho é uma verdadeira ternura. :)

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    1. É fabuloso encontrar pequenos detalhes e registá-los. Constrói-se uma história, a história daquele dia, com o sol a apontar o dedo a tudo. O cordeirinho tem dois ou três dias; agora há partos quase todos os dias. Hoje nasceu mais um. :)

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  3. quando for um jovem agricultor vou ter centenas de ovelhas...
    (fotos impressionantes!)

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    1. é uma boa opção, Conde, mantêm os campos limpos e ainda oferecem borregos :)

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  4. Tão belas, as fotos! Transmitem paz e ternura.

    Beijos, Teresa. :)

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    1. É o limbo da Primavera; este ano parece ter-se antecipado.

      Beijos, Maria.:)

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  5. São lindas as fotografias, lindas e vivenciadas, o que lhes confere um outro valor, o da observação directa.
    Os animais sabem tudo. Observo isso diáriamente. No meio natural, são os elementos que marcam o seu ritmo de vida. Parecem pertencer a uma outra Ordem e só a ela obedeçem. Às vezes, sentimo-nos uns intrusos. No caso dos ovinos e galináceos por exemplo, quando o sol declina, eles próprios se recolhem sempre à mesma hora, consoante a estação. A ovelha estimula incessantemente a sua recém-nascida cria com um balir especial, para que ela se levante e mame o calostro decisivo. Ela sabe quão urgente é, mas se ela avalia que a cria não vai conseguir, desiste e não se engana. É a inteligência da selecção natural. O pombo de olhos cor de fogo fita o sol, numa dança difícil de decifrar, mas quando o sol se esconde, ele abriga-se. O dia acabou e o grande mostrador sol está a mandá-lo ir, e ele não hesita, vai. Os cães já velhos, isolam-se, escondem-se. Sabem que a sua hora está a chegar. Não há lamúrias, nem desassossego, apenas o silêncio. Para eles, a vida e a morte são um traço contínuo, não há diferença. Independentemente da adversidade, vivem a vida plenamente, e depois morrem, aceitam, entregam-se. Sabem que os grandes braços da natureza estarão lá para os acolher, regressam ao ponto de partida e não têm medo, nada temem. Sabem tudo.

    Com os melhores instintos
    Madalena

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    1. Perfeitas as tuas palavras para esta fotografia. O instinto do cão atento ao rebanho, quando ainda é cachorro, a mãe a balir pelo borrego quando ele adormece e sem querer o perdeu de vista; o "berçário e o infantário", quando o gregário tem a força da sobrevivência, o aviso de perigo para o grupo e a marcha rápida; as relações de mutualismo pacífico. Eis algumas das coisas que dizem estas fotografias. A natureza é sábia, mas a morte é evitada a todo o custo, até que chegue a hora da entrega. E isso é muito interessante. A morte nem sempre é pacífica, a não ser quando vai havendo um embotamento dos sentidos e um envelhecimento dos órgãos preparatório. Mesmo assim a agonia pode ser severa. Quando os animais se escondem para morrer quase sempre querem evitar a agressão por parte de outros por se sentirem enfraquecidos, incluindo o ataque em vida dos necrófagos, a dor despropositada; fazem-no por instinto também. Aprendemos muito com os animais. Walt Whitman dedica-lhes algumas "folhas de erva".

      Um beijinho amigo.

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  6. Toca-me, a capacidade de felicidade dos animais, ainda que,...e apesar de,...

    Bons instintos:)

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    1. Sim, sem dúvida. Tudo é, quase sempre, muito rápido para eles. Aproveitam bem...

      Bons instintos, também digo. :)

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