Atalhos de Campo


31.1.16

descoberta tardia

a minha realidade é a virtual.

8 comentários:

  1. Então, também é real, porque para além do humor inteligente e de bom proveito, o que aqui há é a expressão nua do espírito, muitas vezes abafado e inconsequente no teatro da vida real.

    Mas olha, a responsabilidade é tua. Tu é que vais ao leme, e eu deixo-me ir ao sabor do vento sem destino...

    Continuação de bons destinos, Thé!

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    1. Gostei, e é verdade. Hoje passei todo o dia a arrancar ervas daninhas...de todo o modo não foi num jantar de família, nem num funeral que nos reencontrámos. Foi aqui. Aqui onde ambas despimos as máscaras e dialogamos. Agradeço-te por isso, já que a minha atitude foi passiva. Não há nada mais voluntário do que isto. Aqui faz-se o verdadeiro voluntariado. :)

      O destino que se cuide!

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  2. É uma realidade virtual, ora, e porque não? ;)

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    1. Não é ficção, não, é a realidade. Muitas vezes põe-se máscaras, por exemplo uma "eterna dor de cabeça", para poder realmente aprofundar isso, o que nos afecta, compunge, abala, choca, ou maravilha, já que de outro modo seria impossível. Perdoa-me, mas gosto da tua dor de cabeça. :)

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  3. Foi por acaso, mas há sempre alguma coisa que nos move. Lembro-me muito bem de ti na casa do Arco do Cego em Lisboa com a tua avó de cabelo branco, sempre muito bem arranjado e do teu avô de olhos bem claros, tal como o nosso tio avô paterno. Tu tinhas cabelo escuro e brilhante, olhos cheios e vivos e usavas um casaco vermelho comprido. Estavas sempre atarefada e impaciente porque tinhas muitas coisas para fazer, e não podias perder tempo lá no teu sótão-refúgio. E eu de visita rara, fascinada com uma menina da mesma idade, observava-te e esperava algum "troco"...Acho que já na altura te captava algum magnetismo. Memórias cinéfilas que não se apagam!

    No sótão com a querida Teresa, finalmente!

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    1. Menina alta, de tez muito branca olhos grandes e escuros, cabelo comprido muito preto, muito bela, a Madalena. Tenho uma forte ideia da tua mãe, muito alegre e positiva, eu gostava muito dela. Quanto ao resto, devia andar a fugir de mim, e talvez de ti, por ser tímida. E eu achava que não me ligavas nenhuma! Mas nisso da actividade coincide, sempre muito atarefada. Do casaco vermelho não me lembro, e o sótão era o refúgio. Ainda hoje sou acusada de "estar no buraco". Os olhos da minha avó é que eram muito azuis, o meu avô tinha olhos castanhos, mas acho possível a troca, porque os olhos se casavam muito bem. Sim, quanto ao magnetismo, captava-te também, aliás desde sempre.

      Pois esta conversa de sótão é muito gira, e parece que ainda foi a tempo. Um comentário maravilhoso, o teu, querida Madalena.

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  4. O universo das memórias é profundo e há coisas vivas que não devem ficar circunscritas a uma gaveta.

    Um grande beijinho no sótão com vida:)

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    1. Concordo contigo, vamos conversando no sótão. :)

      Um grande beijinho, e uma noite feliz.

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