Atalhos de Campo


15.12.15

Natal ?

- Em suaves prestações, ao longo do ano.

4 comentários:

  1. Exatamente!
    A quadra natalícia só faz sentido se a vivermos nos restantes dias do ano.

    Um beijinho festivo :)

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    1. "Este lume que já nos não aquece
      Este medo do nada que nos contem
      Esta névoa de nata em vez de neve
      E a nossa vida cada vez mais ontem

      Este Sol que não rompe sob os cactos
      Estes mortos de novo hoje tão perto
      É no búzio dos crânios exumados
      que melhor nós ouvimos o deserto

      Estas folhas de plátano Estas mãos
      que o fogo vai torcendo lentamente
      Esta cinza no fim de uma oração
      Este sino Este céu sobrevivente

      Mas soa a meia-noite E logo o nada
      deixa de estar em tudo como estava"

      David Mourão-Ferreira
      Nada/ Natal

      Um beijinho,
      com um laço e um azevinho :)

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  2. Assim se quer.

    Beijos,Teresa, e um bom dia. :)

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    1. "Entremos, apressados, friorentos,
      numa gruta, no bojo de um navio,
      num presépio, num prédio, num presídio,
      no prédio que amanhã for demolido...

      Entremos, inseguros, mas entremos.
      Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
      porque esta noite chama-se Dezembro,
      porque sofremos, porque temos frio.

      Entremos, dois a dois: somos duzentos,
      duzentos mil, doze milhões de nada.
      Procuremos o rasto de uma casa,
      a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
      Entremos, despojados, mas entremos.
      Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
      talvez seja Natal e não Dezembro,
      talvez universal a consoada.

      David Mourão-Ferreira/ Natal e não Dezembro

      Para ti um beijo especial, Maria, que nos visitamos há já dois Natais.


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