Atalhos de Campo


20.12.15

as flores do tempo


























Como se de repente ao coração do Sol
as raízes da luz alguém as arrancasse...
como se de repente as hélices do vento
arranhassem o ar, e o mar estivesse perto...
como se de repente o Mundo entontecesse...

Foi tudo de repente e tudo ao mesmo tempo:
escuridão, rumor, frescura, movimento.

Mas de entre as espirais confusas quem sabia
se era de novo amor, se era só melodia?

David Mourão-Ferreira



4 comentários:

  1. Ah, a embriaguez doce do amor!

    Este David é um mago das palavras do amor.

    Beijos, Teresa. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não era nada Maria, afinal era só melodia. :)

      Beijos melódicos, Maria do Amor.

      Eliminar
  2. querida Teresa,

    «Castanha é a cor
    do sorriso
    do ouriço.

    ***

    Pelos corredores
    do outono passam
    as folhas, nuas.»

    Albano Martins, Com as flores do salgueiro

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querida flor vestida de branco,

      Je suis ouriço.

      E as folhas, essas desavergonhadas...

      :)

      Eliminar