Atalhos de Campo


29.11.15

um dia qualquer



"Se por algum desígnio voltar a esta terra amada
gostava de ser uma árvore visitada por aves no verão
e por onde se passeassem os esquilos, onde escrevessem no
casco pequenos nomes humanos apaixonados. Uma árvore
de uma floresta do norte onde no inverno cai a neve
e há aquele silêncio que tudo guarda. E que depois 
fosse cortada por um lenhador, pai de uma família
grande e saudável, e que parte de mim fosse logo
queimada, o seu calor cozendo a comida de todos e que
com a melhor madeira se fizesse uma mesa onde alguém
um dia escrevesse uma carta a alguém que estivesse longe
para lhe dizer que a amava."

Poema: Mario Benedetti, poeta uruguaio
Texto: Pedro Paixão/ E nos teus braços morreríamos
Sam e Frank

Com um especial agradecimento a Miss Smile, por me ter
feito reler este livro.

2 comentários:

  1. (..)
    “Precisamos muito de tristeza, é bem verdade, uma maneira de descansar os olhos das coisas que insistem em mostrar-se e não merecem nada. Resistir é tão difícil, desgasta. Mas ainda falta. Não é hoje que partimos. Amanhã sim. Amanhã talvez. Vamos esperar aqui agarrados a esta hora certa para nos levantarmos e seguirmos comendo o pó da estrada.”

    Pedro Paixão / Passagem dos anos, Nos teus braços morreríamos


    Amanhã ficamos tristes. Hoje, não, querida Teresa.

    Bonnie

    [tu fazes de Clyde, certo?] :)

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    Respostas
    1. Hoje nem pensar, porque acho que hoje já morremos ambas nos braços do Pedro Paixão :)
      Amanhã está combinado, qual Thelma & Louise, roubamos aquele carro verde do post anterior e, bom, espero que termine melhor...
      Também pode ser & Clyde, ou Passos & Portas...

      Um beijinho

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