Atalhos de Campo


29.10.15

legado

deixo a minha primeira caixa de lápis Caran d'Ache a quem provar pertencer-lhe

14 comentários:

  1. Se tiver azul e vermelho, é minha. Especialmente, se o azul estiver um pouco mais gasto que as outras cores.

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    1. " Nature rarer uses yellow
      Then another Hue.
      Saves she all of that for Sunsets
      Prodigal of Blue

      Spending Scarlet, like a Woman
      Yellow she affords
      Only scantly and selectly
      Like a Lover's Words."

      Emily Dickinson

      é sua Xilre, eis a prova coeva. :)

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  2. Se os lápis estiverem todos muito bem afiados e meticulosamente ordenados por cores, é minha. Caso contrário não me pertence. Poderá ser do Xilre. :)

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    1. " Uma sépala, pétala, e um espinho
      Numa manhã de verão comum -
      Taça de Orvalho -umas poucas Abelhas -
      Leve Brisa- alvoroço de ramos -
      E Rosa eu sou!"

      Emily Dickinson

      é tua, uma cor em cada dedo pé
      descoberta pelas mãos marotas de um bebé :)

      Uma rosa para ti, Té, e toca a arrumar as cores de novo!

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    2. Teresa, adorei a rosa de Sta. Teresinha.
      Acabo de colocá-la no parapeito da janela da cozinha, junto ao Jacinto branco. Um par aroma perfeito!
      Quanto aos lápis, a menina marota já está a arrumar o assunto - "eu conxigo, mãe!". :)

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    3. Há por aí um cor-de-rosa bonito, Té.
      Um beijinho
      Xim :)

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  3. Se estiver em desordem, alguns lápis mordidos, será minha. E o azul será do tamanho mínimo, já que pintei céu e mar para lá de muitas vezes.

    Beijos, Teresa, e um dia colorido. :)

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    1. " Noites Bravias - Noites Bravias!
      Estivesse eu contigo
      Tais Noites o nosso
      Deleite seriam!

      Fúteis os - Ventos -
      A Coração em porto -
      Inútil a Bússola -
      Como o Mapa inútil!

      Remando em Éden -
      Ah, o Mar!
      E eu ancorar - Esta Noite -
      Em Ti!

      Emily Dickinson

      Maria, Maria, remando no céu
      lápis-lazúli roído, o teu
      o mar em motim no lápis já gasto
      para lá do fim, o Amor é vasto
      Maria bravia
      Maria, Eu.

      é claro que é tua, Maria Poema. :)

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  4. Se o amarelo for cor de manga, a escorrer um sorriso sumarento, o azul lustroso e quieto, se o vermelho fervilhar de deslumbramento e o branco prometer todos os recomeços, então, a caixa é minha. Se no canto inferior direito estiverem quatro pingos de tinta verde a formar um trevo da sorte e, na base, a inscrição “Tenta viver como pintas”, então, não restam dúvidas. A caixa é minha.

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    1. "Vou dizer-te como nasceu o Sol -
      Uma Fita de cada vez -
      Os Campanários nadando em Ametista -
      As Notícias correndo, como Esquilos -
      Os Montes desatando os seus Chapéus -
      As Tristes-Pias - começando a cantar -
      E eu dizendo baixinho, para mim -
      «Há-de ter sido o Sol!»
      Mas como ele se pôs - isso não sei -
      Parecia ser um degrau de carmesim
      Que meninos e meninas de Amarelo
      Estivessem a subir e a subir -
      Até que chegando ao outro lado,
      Um Pastor todo vestido de Cinzento -
      Erguesse suave as Trancas da noitinha -
      E levasse consigo o seu rebanho -

      Emily Dickinson

      é tua, e peço desculpa pela tradução, da qual não gosto muito.
      uma vida pintada a amarelo sumarento, azul quieto, vermelho a fervilhar, branco de promessas, e verde recortado na sorte. :)

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  5. as minhas caixas Caran D'Ache, se ainda existirem, estão dentro de um armário de metro e meio, azul claro, feito pelo meu pai, esquecido num quarto de uma casa desabitada. partilhei-as com os meus irmãos mais velhos, como a minha mãe sempre me ensinou. fui feliz com elas.

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    1. "Coisa tão pouca é o chorar -
      Coisa tão curta o suspirar -
      Mas - por Trocas - como «estas»
      Morremos, homens e mulheres!"

      Que belo, flor!
      como deve ser bom poder rever essas caixas, e depois guardá-las de novo no armário azul da infância.
      um beijo

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  6. de ARR, para si.

    Como se não tivesse substância e de membros apagados.
    Desejaria enrolar-me numa folha e dormir na sombra.
    E germinar no sono, germinar na árvore.
    Tudo acabaria na noite, lentamente, sob uma chuva
    densa.
    Tudo acabaria pelo mais alto desejo num sorriso de nada.
    No encontro e no abandono, na última nudez,
    Respiraria ao ritmo do vento, na relação mais viva.
    Seria de novo o gérmen que flui, o rosto indivisível.
    E ébrias as palavras diriam o vinho e a argila
    e o repouso do ser no ser, os seus obscuros terraços.
    Entre rumores e rios a morte perder-se-ia.



    um beijo, querida humana do chapéu :)

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    1. "The Dying need but little, Dear,
      A Glass of Water's all,
      A Flower's unobtrusive Face
      To punctuate the Wall,

      A Fan, perhaps, a Friend's Regret
      And Certainty that one
      No color in the Rainbow
      Perceive, when you are gone."

      da Emily.

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