Atalhos de Campo


17.10.15

borboletas de ontem sobre sonata de brahms























Está tanto vento, meu amor
onde andarão as borboletas do mau tempo
diáfanas, são caravelas a voar
na brisa do meu pensamento

Dançam, luzem, evolam-se no olhar
translúcidas dançam 
e flutuando não se cansam 
lúcidas já do seu breve passar

Deixa que te enleve Brahms
numa sonata de violino
pois que agora já chove
para que as borboletas de ontem
possam completar o seu Hino.

Está atento ao vento, Amor
escuta o piano que entra, e sobe e triunfa
porque é ao alvor que morre
nas asas da chuva o seu destino

Chove tanto hoje, meu amor
sobre a luz das borboletas de ontem.


















2 comentários:

  1. É dentro de nós que a música, onde o tempo respira, eclode como o bater de asas de uma borboleta.

    Muito bonito, Teresa. Vou relê-lo à noite enquanto chove lá fora.

    Despeço-me com um beijinho a chapinhar nas poças de água :)

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    1. Miss Smile, ainda ontem fotografei estas borboletas; hoje só me resta ouvir Brahms...

      Um beijinho, neste atalho à chuva.


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