Atalhos de Campo


5.10.15

a guerra, de Junqueiro

(...)
Raça estúpida e má, que por fortuna agora
Torna habitável este encanto...indo-se embora!
Deixe morrer, deixe emigrar, deixe estoirar:
Dois boqueirões de esgoto,- o cemitério e o mar.
Que precisamos nós? Libras! libras, dinheiro!
Libras d'oiro a luzir! Onde as há? No estrangeiro?
Muito bem, o remédio é claríssimo, é visto:
Obrigar o estrangeiro a tomar conta disto.
Guerra Junqueiro/ Pátria (1896)

          
(...)
E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares, - tão bons são uns como os outros, corja de pantomineiros, cambada de ladrões, tudo uma choldra, etc., etc.,- teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.
(...)
Guerra Junqueiro/ Pátria (Anotações/ Balanço patriótico)

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