Atalhos de Campo


30.8.15

Zen





































































2 comentários:

  1. A quietude do Buda, as hastes crespas da alfazema que perfumam o ar, as flores de boa-noite (é esta a designação?) que servem de cálice às abelhas, um coração de seiva tombado numa pedra, os catos de braços esticados a abraçar o sol, os peixes que espeitam o silêncio na esmeralda líquida do lago... Assim é o mundo que cabe num pedaço de jardim.

    Teresa, perdi a vergonha e entrei nas fotos sem pedir licença. Cheirei a alfazema, passeei-me pelos canteiros, deleitei-me com o deslizar dos peixes, mas não os alimentei (como mandava a tabuleta erguida ao lado do lago) e deitei-me na relva, onde adormeci. Despertei com as vibrações dos espanta-espíritos na brisa amena da tarde. Acabo de sair de lá, completamente revigorada.

    Um beijinho Zen

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    1. E como eu gostei que levasse daqui esse ramo de vigor, e me deixasse um pouco do seu olhar em cada coisa...

      Um flor de lótus para si.

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