Atalhos de Campo


29.8.15

Clareira

Pegou numa tesoura e cortou a sebe, para conseguir ver o caminho.

7 comentários:

  1. Teresa, esta poderia ser uma metáfora da escrita – quem escreve, não cria nada, mas vê, por momentos, o que sempre lá esteve e mais ninguém viu.

    Um beijinho e um sábado feliz :)

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    1. E às vezes também precisamos de ver aquilo que outros não precisam. Lembro-me sempre de Henry Moore e das suas esculturas abertas, para que os jardins também fizessem parte delas.

      Um beijinho e uma noite feliz :)

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  2. aproveito as palavras da querida Miss Smile, para deixar esta pequena história de Rentes de Carvalho (Pó, Cinza e Recordações):

    «Sexta-feira, 3 de Dezembro

    É daquelas histórias que me deixa secretamente a invejar o talento anónimo que a criou.
    O menino viu o vizinho escultor a começar a cortar o mármore, e nos dias seguintes, quieto, sentava-se junto dele, a apreciar o trabalho.
    Finalmente o cavalo apareceu esculpido, e o artista perguntou ao menino o que é que ele achava.
    O menino achou que estava bem.
    -- Só bem? - insistiu o escultor.
    -- Sim - respondeu o menino. E depois de um momento de hesitação: -- Mas como é que o senhor sabia que o cavalo estava dentro da pedra?»

    Beijos às duas.

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    1. "Domingo, 29 de Agosto (1999)

      Por volta de 1330 o sultão Qalawun fundou no Cairo um hospital onde os pobres eram tratados gratuitamente, nada de excepcional dentro do espírito caritativo do Islão. Fora do comum apenas o regulamento, que determinava que os doentes recebessem tratamento até ao dia em que tivessem forças para comer inteiro um frango assado."
      J. Rentes de Carvalho/ Pó, Cinza e Recordações

      Um beijo a ambas.

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  3. Olá, Teresa.
    Cortar a sebe, abrir o espaço, expandir o olhar e deixá-lo seguir à procura do que mais ninguém vê.
    Acho que me atreveria a alçar a perna sobre a sebe a fim de ir pelo caminho descoberto.

    bj amg

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    1. Olá Carmem, que bom ter saltado a sebe;
      suspeito que foi uma das razões por que a cortei...e também porque adoro a "arte da fuga"!
      Bem-vinda aos atalhos.
      beijo amigo também

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