Atalhos de Campo


25.8.15

alma gémea

somos tão diferentes
somos quase iguais

2 comentários:

  1. (...) Uma alma gémea é a prova que não estamos sozinhos. Ou seja: é a prova de que a alma existe. Não faz nem diz o mesmo que fazemos e dizemos — mas tem uma forma de fazer e dizer tão parecida com a nossa, que deixa de interessar o que é dito e feito. Uma alma gémea faz curto-circuito com os fusíveis corpo/coração/razão. Não é o «quê» — é o «porquê». O estado normal de duas almas gémeas é o silêncio. Não é o «não ser preciso falar» - é outra forma de falar, que consiste numa alma descansar na outra. Não é a paz dos amantes nem a cumplicidade muda dos amigos. Não precisa de amor nem de amizade para se entender. As almas acharam-se. Não têm passado. Não se esforçaram. Estão. É essa a maior paz do mundo. Como é que um ninho pode ser ninho doutro ninho? Duas almas gémeas podem ser. (...)
    Miguel Esteves Cardoso

    Uma começa onde termina a outra. Os extremos tocam-se e complementam-se :)

    Um beijinho, Teresa

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    1. Conhecia este maravilhoso texto, e li-o recentemente. Ainda bem que o transcreveu aqui, Miss Smile.
      Como as almas gémeas, achou o meu pensamento, como "um ninho que é ninho doutro ninho".
      E é verdade que no silêncio é que se abraçam as palavras; e no diálogo se completam. :)
      As minhas ficariam amputadas sem a sua resposta, extensão do silêncio de "alguém" que um dia as escreveu.

      Um beijinho, também.

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