Atalhos de Campo


22.7.15

definição de mãe adoptiva de pardal

taça em faiança(contendo uma papa morna), com um braço que termina numa mão sem dedos(e tilinta ao mexer), veiculada por ser animado de movimentos desarmoniosos, que não voa.    

6 comentários:

  1. E cantará o pardalito:

    «Quando eu nasci,
    ficou tudo como estava.

    Nem homens cortaram veias,
    nem o Sol escureceu,
    nem houve estrelas a mais...
    Somente,
    esquecida das dores,
    a minha Mãe sorriu e agradeceu.

    Quando eu nasci,
    não houve nada de novo
    senão eu.

    As nuvens não se espantaram,
    não enlouqueceu ninguém...

    Pra que o dia fosse enorme,
    bastava
    toda a ternura que olhava
    nos olhos de minha Mãe...»

    palavras de Sebastião da Gama.

    Um abraço forte, querida Teresa.

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    1. Lindíssimo, G., que pessoa bonita encontrei...

      Rezava que aparecesse por aqui para poder dizer-lhe que quando ontem tentei deixar (também) umas palavras na sua caixa de comentários, surgiu uma mensagem que dizia que eu não pertencia ao grupo, e não houve nada a fazer porque o porteiro era teimoso.
      Será que não admitem mães adoptivas de pardais? Acho que fiquei com síndroma de rejeição...:)

      Obrigada por tudo, querida G., e já sabe o que penso...há abraços que fazem falta.

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  2. O porteiro é bem mandado, apenas a mim, que nada tenho para dizer, permite a palavra. Não se zangue com ele.
    Poderá parecer-lhe absurdo (até a mim às vezes me parece), mas suporto bem melhor as críticas, do que os elogios. O carinho tolhe-me. Não se aborreça comigo. Aprendi a reconhecer os sinais de quando me devo retirar da sala e deambular sozinha pelos corredores. Está tudo bem.
    E é tão bom vir aqui, tão bom. (é sempre isto que me apetece dizer, mas escondo a banalidade dos comentários com alguns poemas que vou roubando :)

    Um beijo enorme, enorme, Teresa.

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    1. "Aqui nasceu o riso. Aqui nasceu
      a palavra da árvore. Aqui nasceu
      o gesto do sílex. Aqui nasceu
      a dúvida mineral, mais a mentira
      que dorme no intestino da montanha.
      Aqui nasceu o sonho do esqueleto,
      depois o primeiro amor da aranha
      para o céu viúvo. Aqui nasceu o esforço
      das coisas em direcção à mulher e dos objectos
      em direcção ao homem. Aqui morreu, de súbito compreendida
      e já ultrapassada, a raça humana."
      Alain Bosquet/ Quel royaume oublié?

      Ao Mundo da G.
      Obrigada pela oportunidade :)

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  3. Maravilhoso.
    Obrigada, Teresa. É muita bonita essa sua forma de presentear os outros (sempre com as palavras mais certas e mais belas). Escreva, escreva muito, escreva sempre. Lê-la é um dos meus grandes prazeres.

    (Obrigada, Alain).

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