Atalhos de Campo


18.6.15

As estórias de Heródoto


Sento-me à mesa de trabalho. Inclino a cabeça para a memória 
dos livros que li e amei.
Com um gesto de ave pouso a mão sobre o papel. E no interior
da sombra da mão, começo a escrever: era uma vez...
Al Berto/ Mapa-Múndi
















Post inteiramente dedicado a Xilre.
Não me esqueço que foi o meu primeiro "seguidor".
Um abraço, (posso dizer comovido?)
Teresa.

2 comentários:

  1. Una rosa y Milton

    De las generaciones de las rosas
    que en el fondo del tiempo se han perdido
    quiero que una se salve del olvido,
    una sin marca o signo entre las cosas

    que fueron. El destino me depara
    este don de nombrar por vez primera
    esa flor silenciosa, la postrera
    rosa que Milton acercó a su cara,

    sin verla. Oh tú bermeja o amarilla
    o blanca rosa de un jardín borrado,
    deja mágicamente tu pasado

    inmemorial y en este verso brilla,
    oro, sangre o marfil o tenebrosa
    como en sus manos, invisible rosa.

    Jorge Luis Borges

    Comovido, sou eu que fico, cara Teresa. E grato, muito. Por aqui, todo os dias se encontram rosas frescas, novas, (en)cantadas, como a rosa de Milton.

    E um abraço é retribuído.

    x.

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    1. De todas as rosas que procurei, faltava-me esta rosa, a invisível, por Borges e Milton perfumada, que, cegos, a deram a ver...
      Assim tenhamos capacidade de a não deixar morrer.

      Gostei tanto! Maravilhoso o perfume deste comentário.

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