Atalhos de Campo


16.3.15

o cubo de rubik


Comparo a minha relação com a blogosfera com um cubo de Rubik que nunca mais consigo resolver. Ora vejamos: porque é que algumas pessoas se escondem atrás de múltiplas faces e heterónimos( alguns tão cómicos que nenhum de nós quereria, se lhe fosse imposto), e outras mantêm vários blogues como certas dietas, uma linha premium e mais uma ou duas, de mais baixa qualidade? Porque se fazem seguidores do que não gostam e comentam com deselegância propositada, arranjam intrigas, abrem blogues e fecham blogues para abrirem blogues como se não fossem eles? Porque é que se formam grupos herméticos, embora disfarçados, em que se percebe que há hierarquias? E que pensar dos condomínios fechados, com publicidade abjecta? Fazer um blogue é catártico, ou pode tornar-se exactamente no contrário? E o que fazem os anónimos num mundo de gente que usa várias máscaras, inclusive a de anónimo, para além de desvalorizar a palavra? Porque é que os blogues (supostamente) de mulheres têm muito mais seguidores e comentadores masculinos, e o inverso também é verdadeiro(com o supostamente); haverá género...virtual? Porque é que publicar um livro do blogue é o mais secreto desejo de muitos bloggers, quando a internet permite a divulgação de um trabalho a nível global, muito mais dinâmico, e que pode morrer numa edição em livro? Dou a este cubo mais voltas do que ele merece, um quebra-cabeças, com pelo menos uma face obscura, que a ter alguma magia, é bem capaz de ser negra. É possível que a solução esteja na frase lá de cima: aquela sonata pode não ser uma performance de Glenn Gould, mas devo dizer que é tão boa como Gold; a homofonia é que interessa, Ah, Ah, Ah!
Assinado: Homer(ic) Simpson, (e se alguém disser que sou eu, nego, N.E.G.O.).

Cf. voando sobre um ninho de cucos/ Noite(5/12/2014)  

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