Atalhos de Campo


7.3.15

poema para uma coreografia



De noite acorda presa
Ao pensamento acordado
E entrega na curva dos braços 
Ao acordeão a tristeza.
Liberta-se a alma vencida   
Voam pernas em gancho trocadas
Que depois são arrastadas
Em ritmo da submissão. 
E os pés sofrem nas pontas
Com os olhos bem fechados 
Oito passos desenhados 
Nos compassos unidos no chão.
Nas milongas contas vidas
Equilibras dores altivas
Mas no tango há valsas perdidas  
Nos fervores de uma paixão. 

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