Atalhos de Campo


27.11.14

O talentoso Mr. Ripley


Voltar(vá-se lá saber porquê...), ao universo obscuro de Patricia Highsmith e a Tom Ripley, o falsificador de assinaturas, o imitador, psicopata e burlão, mas também ao seu extremo bom gosto, à sua sensibilidade efeminada e requintada, a Belle Ombre (a maravilhosa casa em Villeperce) e a Mme Annette, ao cravo, à ópera, à pintura, às flores que ele próprio cuida e corta, manchadas evidentemente por crime, corrupção, e elegante maldade, até darmos connosco a simpatizar com um assassino.

2 comentários:

  1. Diria que até corremos o risco, parafraseando De Quincey, de considerar o assassínio como uma das belas artes.

    Boa tarde.

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    1. Certamente a sétima, que na altura ainda não havia, mas que teria dado jeito para exemplificar tão mórbida atracção, de forma tão espectacular como conseguiram os cineastas que levaram Ripley ao cinema, de Hitchcock a Wenders. Agora, que acabei de ler um estudo sobre o ensaio de De Quincey, tenho a certeza que Highsmith o leu, e, não fosse a sua mestria, Mr Ripley teria acabado sem este fascínio que exerce sobre os leitores.
      Muito obrigada Xilre e uma boa noite

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