Atalhos de Campo


17.9.14

A luz e o brilho

Uma decepção, um quintalinho, e ainda por cima difícil de lá chegar, disseste-me tu sobre Giverny, e eu pensei que talvez não tivesse sido naqueles três dias únicos no ano em que tudo está maravilhoso, que talvez fosse uma injustiça sobre o Monet que passou quarenta anos a jardinar, mas sobretudo um elogio ao pintor que conseguiu impressionar-nos com a sua maneira de olhar, em que não há limites mas sugestões, em que não há reflexos mas uma luz e um brilho que ultrapassam em muito a verdade, e que nos criou com o seu olhar a ilusão de ter um jardim grande.