Atalhos de Campo


30.8.14

Penser sur l'herbe

Passam os dias, e procuro não me esquecer da frase que escrevi em epígrafe, como mote para este blogue. A arte eleva-nos acima da verdade que é o homem, e é isso que cada vez mais me interessa. Sei que é um caminho solitário, não procuro ter "seguidores", apenas atravessar as estações de um ano fazendo uma decantação da vida passada, minha e de algumas(poucas)pessoas que se cruzaram comigo, determinantes neste percurso sinuoso e de muitos atalhos, talvez sem arte mas pela arte, como redenção. Como já escrevi antes, não tenho um minuto de tédio, porque em todas as tarefas que uma quinta exige me acompanham a memória e o pensamento, que nunca me darão tréguas. Quando já se cumpriram quase quatro meses sobre o início desta espécie de diário, sinto que está na altura de agradecer a todas as pessoas que o têm visitado, e me acompanham neste rumo  entre a arte e a verdade, ao vento, ao sol, à sombra, à chuva, ao luar, e de noite, entre retalhos.