Atalhos de Campo


31.8.14

Natureza, naturalismo e hesitação.

(...)A natureza é o puro e não adulterado, o que mais nos convém, o que havia no princípio, o esquecido, traído, perdido; também o estável, o que tinha em si mesmo razão de ser, o que não havia que justificar com truques convencionais e artimanhas dialéticas porque já estava espontaneamente aí sem pedir permissão a ninguém. Quanto mais recente, quanto mais inequivocamente moderno é algo, pior: o artificial é o arbitrário, o caprichoso, o egoísta, o injustificável e destruidor.(...)

Fernando Savater/ O  meu Dicionário Filosófico
n. 30/8/2014