Atalhos de Campo


10.5.14

« Poema sem nome »

«Eu quero te mostrar que eu
nem mesmo sou bonita
olhada assim de perto
E tenho momentos de um
ridículo irremediável
E uma série de pequenas
vergonhas.
Você há-de notar logo o
quanto é preciso que você
goste de mim
O quanto eu me desfaço e me
arrebento
E o quanto eu tento voltar
sempre inteira.
Você há-de perceber que eu
sou uma fragilidade
Meio assim asa de passarinho
De pardal comum, e muitas
vezes não tem brilho nenhum
a minha intimidade.»

Bruna Lombardi