Atalhos de Campo


25.5.14

Os ossos e o ofício


 Um dia cheio este sábado que passou. Enquanto um tractor
logo cedo escarificava a terra, abrindo-lhe sulcos profundos para a tornar mais apta para a sementeira( neste caso erva do sudão )se chover, ou mais preparada para um pousio no caso contrário, era preciso tirar a ligadura gessada a uma borrega, que há um mês fracturou a região do curvilhão ao saltar uma cerca. Assim se fez, e felizmente saiu sem coxear, para o meio do rebanho à procura da mãe.

    
 Um dia de sol é sempre motivo para jardinar, aproveitar a terra humedecida pela chuva para apanhar as ervas que sempre vão aparecendo, cortar as flores velhas para estimular novas florações, retirar as folhas mortas, podar aqui e ali e por fim regar, aproveitando a água do lago das carpas, que é mais nutritiva do que a água do furo.





  
 As rotinas de uma quinta não têm fim- de-semana. É preciso tratar os animais, dar feno às vacas, soltar as galinhas e dar-lhes ração, recolher os ovos, regar o pomar e a horta.
 E depois há sempre cercas para consertar, um portão que está empenado, o pátio que é preciso varrer, uma árvore que é preciso tratar.